Professores e estudantes da Faculdade de Ciências Econômicas já realizaram estudos de impacto financeiro de grandes eventos como o Mossoró Cidade Junina, Festa de Santa Luzia e carnaval de Apodi

Por: BRUNO BARRETO
fotos: cedidas

A Faculdade de Ciências Econômicas – Facem está se tornando uma referência na prestação de serviços, desenvolvendo estudos de impacto financeiro, como os realizados no Mossoró Cidade Junina, Festa de Santa Luzia e no carnaval de Apodi. Mas o trabalho de prestação de serviços vai além, com a oferta de trabalhos que ajudam os cidadãos a lidar com as questões financeiras e até mesmo com gestão ambiental.

O diretor da Facem, Leovigildo Cavalcanti, explica que os serviços são variados e de fácil acesso. “A Facem tem um perfil que visa prontamente atender as demandas da sociedade como o que fazemos através do Núcleo de Apoio Fiscal, que atende a população gratuitamente graças a um trabalho dos alunos de contábeis. Ainda temos as empresas júnior que oferecem serviços a preços módicos”, declarou. São empresas júnior da Facem: Atua (Gestão Ambiental), Masterplan (Economia) e Finance Club (Economia).

O professor Leovigildo lembra que alguns serviços são realizados para prefeituras e empresas privadas na região de Mossoró. Um deles envolveu um trabalho de defesa das empresas salineiras acusadas de praticar cartel, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade.

Entrega da pesquisa socioeconômica sobre a Festa de Santa Luzia à Diocese de Mossoró, representada pelo padre Flávio Augusto (Foto: Wilson Moreno)

Outro trabalho marcante foi o estudo de viabilidade da Festa de Santa Luzia, que terminou por apontar caminhos para o desenvolvimento do turismo religioso em Mossoró. “O estudo visou atender a um anseio da Paróquia de Mossoró, bem como saber a opinião da população a respeito de um santuário de Santa Luzia e sua viabilidade econômica, transformando Mossoró num destino religioso. Percebemos que falta um projeto de viabilidade e divulgação para consolidar Mossoró como um destino religioso. Temos caravanas que vêm e voltam no mesmo dia sem gerar muitas divisas”, declarou Leovigildo.

Antes, foi realizado trabalho semelhante e pioneiro em relação ao Mossoró Cidade Junina. “Foi o primeiro estudo feito após 21 anos de festa e tivemos um incremento muito grande no que diz respeito à arrecadação e à geração de 2 mil empregos. Foram quase R$ 2 milhões só em massa salarial”, avaliou.

O trabalho voltado para o carnaval de Apodi resultou em um Plano de Negócios, Divulgação e Padronização do evento, atraindo patrocinadores. “A Prefeitura de Apodi não tinha feito nenhum planejamento de forma antecipada e o estudo detectou a necessidade de um plano, que a Prefeitura terminou fazendo com que a capacidade dos hotéis seja plena no ano seguinte. O estudo influenciou até mesmo na mudança do percurso do trio com um retorno muito grande. Também percebemos o que circulou por meio de economia informal, através das vendas dos ambulantes e aluguéis de casas”, acrescentou.

Estudantes visitam apiário no município de Upanema durante o VI Congresso de Economia & Gestão (CONgest)

Congresso de Economia & Gestão (CONgest/UERN)

Outro trabalho que tem rendido frutos na Facem é a organização anual do Congresso de Economia & Gestão – CONgest/Uern, que em sete edições, ajudou a arrecadar recursos para investimentos na infraestrutura da faculdade.

Foram feitas três praças em um ano e seis meses, além da construção de uma sala de descanso. “Isso atende aos estudantes que moram fora que ficam com sala de estudos com ar-condicionado”, explica Leovigildo.

Educação para o meio ambiente é o foco do Labea

Elaborar projetos de ensino, pesquisa e extensão de professores e graduandos do curso de Gestão Ambiental e pós-graduandos do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Humanas da Uern. Este é o objetivo do Laboratório Interdisciplinar de Estudos e Pesquisa em Sociedade, Ambiente e Educação – Labea.

O trabalho é coordenado pela Profa Dra Maria Betânia Ribeiro Torres desde 2013. A ideia surgiu da necessidade de um espaço de identidade da Educação Ambiental dentro do DGA. “Esta necessidade estava alicerçada nos projetos de pesquisa e de extensão na temática da Educação Ambiental e correlatas, e das disciplinas concernentes à área temática. Mais recentemente, foi visto que a relação sociedade, educação e ambiente caberia mais na nomenclatura do Labea devido a sua abrangência no desenvolvimento de suas atividades acadêmicas e científicas”, explicou.

O Labea atua em parceria com: Projeto Êxito Escolar, Empoderamento e Ascensão Social – PPGCISH e Poseduc/Uern; Centro Feminista 8 de março, na organização de um seminário sobre ecofeminismo e agroeocologia; Parque Municipal de Mossoró Maurício de Oliveira, por meio da disciplina Educação e Meio Ambiente.

O Labea tem como objetivos:

Projeto incentiva estudantes a conhecerem as ciências contábeis

O projeto Ciência Contábil como Opção de Curso Superior visa explicar a relevância de se ter um curso superior com foco em entender a ciência contábil e incentivar os estudantes a seguirem carreira na profissão.

O trabalho já alcançou 700 alunos do 3° ano do Ensino Médio desde 2018 de escolas públicas como Jerônimo Rosado, Abel Coelho e Eliseu Viana. Os alunos do curso de Ciências Contábeis proferem palestras contando as experiências que têm no curso de forma prática.

Os discentes que proferem as palestras passam por uma seleção. “O projeto é muito bem recebido porque a gente explica todo um leque de oportunidades que o curso de Ciências Contábeis abre. Às vezes o aluno da rede pública não tem estímulo de tentar uma faculdade e a gente cumpre esse papel, dando um suporte”, explica a professora Rosângela Queiroz Souza Valdevino, coordenadora do projeto. 

A professora conta que os alunos recebem bem as palestras. “Mesmo que o aluno não queira fazer Ciências Contábeis, ele entende a importância dessa área para a sociedade. Sem contar que as escolas abraçam o projeto da melhor forma possível”, acrescentou.

Inventário turístico ajuda em planejamento dos municípios

O Departamento de Turismo da Faculdade de Ciência Econômicas da Uern está trabalhando o projeto Inventário Turístico, que realiza estudos sobre equipamentos urbanos de uso turístico.

O trabalho analisa espaços como na área de hospedagem, alimentação, bebidas, transportes, agências, etc. São analisados também os atrativos turísticos de um município. “Ele é considerado um instrumento importante para se pensar/planejar a atividade turística em municípios com interesse de explorar essa atividade. Seria um ponto de partida. É a forma mais coerente e segura de iniciar algum planejamento”, explica a profa. Dra. Rosa Maria Rodrigues Lopes, coordenadora do projeto, que envolve alunos a partir do terceiro período. 

A professora explica que este é um projeto de extensão que segue metodologia adotada pelo Ministério do Turismo. “Nós fazemos as adequações conforme as características do município. Nossa intenção é fazer o inventário turístico de todos os 17 municípios do polo. Até o momento, nós fizemos de Porto do Mangue, Galinhos e Tibau. Esses dois últimos estão sendo finalizados. Mas já temos alguns municípios que manifestaram interesse, como por exemplo, Areia Branca e Pendências. Além desses municípios, a equipe da Uern já participou de alguns inventários do Polo Seridó, sob a coordenação do curso de Turismo da UFRN”, acrescenta.

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